Aulas: Reprovação da volta é quase total, afirma presidente da Amzop

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Se depender da Associação dos Municípios da Zona da Produção (AMZOP), as aulas da educação infantil serão retomadas apenas em 2021. A decisão é baseada na opinião de pais de todos os municípios da região, conforme explica o atual presidente da AMZOP e prefeito de Rodeio Bonito, José Arno Ferrari.

– Sexta-feira passada fizemos uma reunião virtual com prefeitos e secretários da educação, para tomarmos uma posição e se chegou à conclusão, com 100% de aprovação, que em setembro, não se teria aulas presenciais. A grande maioria aprovou também, o não retorno presencial durante o ano de 2020 e a educação infantil, que só volte em 2021 – declarou durante o programa Central de Notícias desta terça-feira, 8.

Ainda de acordo com Ferrari, esta decisão foi baseada na opinião de pais e responsáveis de toda a região. “Foi feito uma pesquisa junto com os pais de todos os municípios, e a reprovação da volta é quase que total. Muito mais que 80%, disseram que se os prefeitos abrissem as escolas eles não mandariam os filhos para as escolas”, disse.

Retorno pode custar caro

José Arno Ferrari alega que, na proposta apresentada pelo governo estadual, o professor deverá ter 20% da capacidade total de alunos dentro da sala de aula. Isso faria,  segundo o presidente da associação, com que o professor demorasse uma semana para aplicar um conteúdo a todos os alunos. Além disso, as regras de distanciamento também obrigaria os municípios a ter mais ônibus nas ruas para o transporte escolar.

– O transporte público é uma dificuldade, os ônibus podem transitar com 50% da capacidade, com distanciamento, teríamos muitos ônibus circulando, e um custo muito alto teríamos falta de pessoas para trabalhar nas escolas. A higienização, teríamos que contratar muitas pessoas, estamos num período eleitoral e não podemos contratar –, explicou.

Abre e fecha

O Estado definiu que, para que as escolas sejam reabertas, a região deve permanecer por 14 dias, no mínimo, na bandeira laranja ou amarela do distanciamento controlado. Regiões na bandeira vermelha não poderão receber alunos. “Por mais que a gente se esforce, a bandeira muda com muita facilidade, então vai ser uma coisa muito complicada”, salientou Ferrari.

Há a previsão de que novas reuniões sejam realizadas em setembro para reavaliar a situação da região, a cerca da possibilidade de retorno dos anos finais de ensino. “Os jovens que são maiores, dependendo de como se comporta proliferação, daqui a pouco, tem a condição de voltar”, disse.

Por: Folha do Noroeste

Doce Sabor
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