Estamos em estado de guerra, diz presidente de hospital em Tenente Portela

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O que muitos imaginavam acontecer apenas na tela da TV, está virando realidade na região. A superlotação nas UTIs da região, é algo que já está no cotidiano dos profissionais de saúde e tem gerado muitas preocupações, principalmente no Hospital Santo Antônio (HST), em Tenente Portela.

Em entrevista ao jornal Folha do Noroeste, nesta segunda-feira, 1º de março, a presidente do HST, Mirna Braucks, revelou que o hospital está atuando muito acima da sua capacidade, mas não está deixando de atender a comunidade. Inicialmente com 15 leitos disponíveis na UTI do hospital, hoje, são 21 pacientes com atendimento intensivo.

– Nós tínhamos cinco leitos covid-19 contratados com o Estado. Como os casos aumentaram muito, transformamos em 10 leitos de covid-19 mesmo sem pactuar, e teríamos 10 leitos normais. Só que os 10 normais se transforaram em 10 leitos para covid-19 e todos estão lotados com pacientes gravíssimos. Montamos também a nossa sala de recuperação cirúrgica, no bloco cirúrgico, com seis leitos e desses, quatro já estão ocupados com pacientes pós-cirúrgicos e emergência. Já estamos com mais três pacientes que vão fazer cirurgia e precisam de leito pós-cirúrgico. Nesse momento, estamos com 17 pacientes e mais quatro no leito de recuperação do bloco cirúrgico. Dos 15 leitos, estamos com 21 ocupados, e mais os leitos de internação para covid-19, tem 12 pacientes internados – explicou a presidente.

Segundo o portal da transparência do governo estadual, todos os respiradores já estão sendo utilizados no hospital. No entanto, novos equipamentos estão sendo adquiridos pela administração da casa de saúde.

Gestantes

Também há uma preocupação muito grande com as gestantes na região. Segundo Mirna Braucks, muitas gestantes testam positivo para a covid-19 e não informam ao hospital, o que gera a contaminação das equipes de atendimento.

– Isso é gravíssimo! As que estão para ganhar bebê, o acompanhamento é do posto de saúde e quando elas vêm para ganhar o bebê, elas têm que vir com o teste feito. Tivemos problemas com gestantes que vieram e fomos fazer o teste e era positivo para covid-19. Aí as equipes se infectam, sem saber. Então, isso é um alerta muito grande, para a gestante, que tem que ser feito para os secretários de saúde do município e os próprios familiares da gestante – ressalta a presidente do HST. A avaliação prévia, segundo Mirna Braucks, é importante para proteger as vidas da mãe e do bebê. “Às vezes a criança nasce e a mãe tem agravado o caso de covid-19 e aí a mãe é afastada da criança e ninguém pode se aproximar da mãe. É muito grave e tem que ser olhado com muito amor e carinho por todos”, completou.

*Por: Folha do Noroeste

Publi Sabor Gaúcho
Side3

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